E o amor sem limites dos casais simbióticosO maior problema para as pessoas que descuidam de suas necessidades afetivas é que elas tendem a querer se fundir com os parceiros, pensando que assim sua sensação de vazio vai embora.
Baseiam-se no mito de encontrar sua outra metade, como se as pessoas andassem pela vida aos pedaços. Alguns chegam a acreditar que amor só é verdadeiro quando ambos sentem-se como se fossem um só.
Por causa desse pressuposto - nascido e alimentado na ausência de si - há quem se sujeite a qualquer coisa para não ficar sozinho, mesmo quando a relação está péssima. Além disso, não percebem o mal que o comportamento grudento faz a si e ao outro. Em relacionamentos assim autonomia e liberdade são colocadas em plano secundário e as pessoas formam um casal simbiótico.
Quando isso ocorre o caos se estabelece no relacionamento, pois o casal não admite que um faça qualquer coisa sem o consentimento ou a presença do outro e para evitar isso se usa todas as formas de controle e repressão disponíveis, inclusive o ciúme excessivo e as chantagens emocionais.
Numa convivência assim o desgaste é enorme e isso fortalece a dependência afetiva dos dois. Chegará um momento em que as individualidades estarão mescladas de tal forma que não saberão mais no que são diferentes – podem passar inclusive a ter o mesmo cheiro e não adianta por a culpa no amaciante de roupas – imagine o que isso causa de prejuízo à sexualidade.
(Dis)função do orgasmo
Uma hipótese da psicologia reichiana para entender esse fenômeno é pensar o anseio de fundir-se no outro como um arremedo da potência orgástica, obtida quando a pessoa é capaz de se entregar às convulsões involuntárias e à completa descarga de energia acumulada no organismo.
Em suas pesquisas Reich descobriu que quando se acumula certa quantidade de energia nos organismos de duas pessoas saudáveis, naturalmente seus corpos são atraídos, levados à relação sexual e ao orgasmo. Depois há "uma extinção completa da excitação e tensão sexual, substituída por um sentimento agradável" de relaxamento. É quando o "corpo sossega, convida ao sono, e persiste entre ambos (...) um sentimento de ternura e gratidão".
Os atos sexuais de pessoas com potência orgástica são simples e deleitantes porque não são perturbados pela ausência de preliminares, tampouco por preliminares intermináveis. As pessoas não se ocupam com performances sexuais e nem com pornografia, a experiência sexual é plena e se basta.
Mas, ser potente orgasticamente nada tem a ver com potência eretiva ou ejaculatória, as quais são apenas pré-requisitos para a potência orgástica. Potência orgástica, para Reich, é a habilidade para uma entrega muito mais profunda, é típica das pessoas flexíveis e capazes de aceitar as diferenças e a liberdade. Ninguém rigidamente encouraçado é capaz dessa entrega total, pois esse abandono depende de alta capacidade de confiança em si e nos outros.
Quando se está, corporal e psiquicamente, despreparado para uma experiência amorosa plena e profunda como essa a tendência é o casal colocar muita pressão no relacionamento tentando obter um estado de entrega que transcende o sexo e o compromisso formal.
Pressionados, fazem tentativas de alcançar esse estado de plenitude a qualquer custo, exigindo que o relacionamento dê certo, o sexo seja sempre uma viagem às estrelas ou que os sinos toquem toda vez que se beijarem. Elevam a exigência e a pressão, de um sobre o outro, a tal nível que terminam por criar situações de enorme desconforto e o relacionamento pode não resistir.
Para Philipson, quando a sexualidade se encontra em conexão natural com o amor, são despertados e satisfeitos os maiores sentimentos possíveis de prazer e, através disso, é possível aos organismos humanos alcançar um equilíbrio natural. Essa conexão é possível quando se restabelece a potência orgástica das pessoas.
Potência orgástica é uma função dos organismos humanos que precisa ser recuperada em benefício da saúde total da pessoa e não como estratégia para apimentar a sexualidade. Pode-se tentar recuperar a potência orgástica através das técnicas clínicas reichianas como a Vegetoterapia e a Orgonoterapia.
Baseiam-se no mito de encontrar sua outra metade, como se as pessoas andassem pela vida aos pedaços. Alguns chegam a acreditar que amor só é verdadeiro quando ambos sentem-se como se fossem um só.
Por causa desse pressuposto - nascido e alimentado na ausência de si - há quem se sujeite a qualquer coisa para não ficar sozinho, mesmo quando a relação está péssima. Além disso, não percebem o mal que o comportamento grudento faz a si e ao outro. Em relacionamentos assim autonomia e liberdade são colocadas em plano secundário e as pessoas formam um casal simbiótico.
Quando isso ocorre o caos se estabelece no relacionamento, pois o casal não admite que um faça qualquer coisa sem o consentimento ou a presença do outro e para evitar isso se usa todas as formas de controle e repressão disponíveis, inclusive o ciúme excessivo e as chantagens emocionais.
Numa convivência assim o desgaste é enorme e isso fortalece a dependência afetiva dos dois. Chegará um momento em que as individualidades estarão mescladas de tal forma que não saberão mais no que são diferentes – podem passar inclusive a ter o mesmo cheiro e não adianta por a culpa no amaciante de roupas – imagine o que isso causa de prejuízo à sexualidade.
(Dis)função do orgasmo
Uma hipótese da psicologia reichiana para entender esse fenômeno é pensar o anseio de fundir-se no outro como um arremedo da potência orgástica, obtida quando a pessoa é capaz de se entregar às convulsões involuntárias e à completa descarga de energia acumulada no organismo.Em suas pesquisas Reich descobriu que quando se acumula certa quantidade de energia nos organismos de duas pessoas saudáveis, naturalmente seus corpos são atraídos, levados à relação sexual e ao orgasmo. Depois há "uma extinção completa da excitação e tensão sexual, substituída por um sentimento agradável" de relaxamento. É quando o "corpo sossega, convida ao sono, e persiste entre ambos (...) um sentimento de ternura e gratidão".
Os atos sexuais de pessoas com potência orgástica são simples e deleitantes porque não são perturbados pela ausência de preliminares, tampouco por preliminares intermináveis. As pessoas não se ocupam com performances sexuais e nem com pornografia, a experiência sexual é plena e se basta.
Mas, ser potente orgasticamente nada tem a ver com potência eretiva ou ejaculatória, as quais são apenas pré-requisitos para a potência orgástica. Potência orgástica, para Reich, é a habilidade para uma entrega muito mais profunda, é típica das pessoas flexíveis e capazes de aceitar as diferenças e a liberdade. Ninguém rigidamente encouraçado é capaz dessa entrega total, pois esse abandono depende de alta capacidade de confiança em si e nos outros.
Quando se está, corporal e psiquicamente, despreparado para uma experiência amorosa plena e profunda como essa a tendência é o casal colocar muita pressão no relacionamento tentando obter um estado de entrega que transcende o sexo e o compromisso formal.
Pressionados, fazem tentativas de alcançar esse estado de plenitude a qualquer custo, exigindo que o relacionamento dê certo, o sexo seja sempre uma viagem às estrelas ou que os sinos toquem toda vez que se beijarem. Elevam a exigência e a pressão, de um sobre o outro, a tal nível que terminam por criar situações de enorme desconforto e o relacionamento pode não resistir.
Para Philipson, quando a sexualidade se encontra em conexão natural com o amor, são despertados e satisfeitos os maiores sentimentos possíveis de prazer e, através disso, é possível aos organismos humanos alcançar um equilíbrio natural. Essa conexão é possível quando se restabelece a potência orgástica das pessoas.
Potência orgástica é uma função dos organismos humanos que precisa ser recuperada em benefício da saúde total da pessoa e não como estratégia para apimentar a sexualidade. Pode-se tentar recuperar a potência orgástica através das técnicas clínicas reichianas como a Vegetoterapia e a Orgonoterapia.


