Relacionamentos tóxicos


Toxidez relacional é qualquer atitude, palavra, gesto e comportamento que desvalorize a si mesmo ou ao outro; que dispa a si mesmo ou ao outro de seus direitos, autonomia e valores pessoais.

É tóxica qualquer forma de se relacionar que precise anular, desqualificar e diminuir a si ou ao outro, para que se sinta valorizado, amado e respeitado. Numa relação tóxica há poucas condições de crescimento afetivo, intelectual e psicológico para ambos.

Talvez você já tenha observado que detalhes do comportamento da pessoa com quem se relaciona - que antes eram considerados divertidos, charmosos ou sem importância - foram pouco a pouco, se tornando alvo de discussões e, para evitar uma crise, vocês passaram a conviver com antipatia e indiferença mútua.

É preciso cuidado, pois esses ingredientes podem tornar seu relacionamento tóxico, nocivo.

O "dedo podre"
Uma pessoa que trate a si mesma, ou ao outro, de maneira tóxica está afetivamente imatura.

Em parte, essa dificuldade nos relacionamentos é originada pela autopercepção deturpada, que faz com que a pessoa atribua pouquíssimo valor a si e, por deslocamento, pense que os outros também a vêem como ela se vê e, portanto, podem tratá-la mal.

Por outro lado, permanecer muito tempo em relacionamentos tóxicos retroalimenta as dificuldades autoperceptivas e a pessoa fica com sua autoimagem ainda mais comprometida.

O pensamento e a autopercepção distorcidos fazem-na permanecer e alimentar o relacionamento nocivo, pois, desse seu ponto de vista "ruim com ele, pior sem" e isso é o máximo que ela pode conseguir em termos afetivos.

Resignifique seus relacionamentos
A primeira coisa a fazer para sair dos relacionamentos tóxicos é o autoconhecimento, incluindo descobrir como aprendeu a se relacionar e que mitos sustentam seu modo de encarar amor e casamento.

Para manter a boa saúde do relacionamento é fundamental evitar mal-entendidos, sofismas e meias-verdades nas conversas de casal. Verifique se você está sendo ambíguo na hora de manifestar seus sentimentos e desejos.

É importante evitar, na medida do possível, criar fantasias de conflitos insolúveis, já temos conflitos reais de sobra a nos ocupar e exigir negociações.

Criar todo um imaginário de catástrofes a partir do que pensamos que o outro está pensando, sentindo ou fazendo longe de nós é absolutamente improdutivo e desnecessário.

Dificuldades relacionais podem ser transformadas através do autoconhecimento obtido em Grupos de Movimento e da Vegetoterapia Caracteroanalítica.

Sabotador interno

Durante a flexibilização das couraças, é importante bancar o processo de reconectar-se consigo, senão a pessoa sai tendo introvisões durante o sono, caminhando pela rua com a “cabeça no mundo da lua” etc.
O aprendizado de si mesmo precisa ser coordenado, presente.
Deve-se também observar o grau de autodestrutividade – uma forte contração que aparece quando aumenta a vitalidade corporal e a sensação de estar fluindo e expandindo na vida –, que desperta o sabotador interno.
É um erro perguntar o porquê da autodestrutividade, angustiar-se e se culpar por isso. A resposta não virá pelo pensamento analítico.
Vale lembrar que os comportamentos inadequados do sabotador interno não desaparecerão, ainda que a pessoa se agarre a pensamentos positivos, pois o funcionamento bioenergético nem sempre acompanha a compreensão psicológica.
Muitas vezes, os comportamentos auto-sabotadores são reflexos de uma experiência biofísica de reconexão, sem a participação consciente da pessoa.
Persistindo-se no autocuidado, o sistema se acostuma com o aumento de carga energética fluindo livremente pelo organismo, e deixa de defender-se da expansão e da contração.
Uma lição que se aprende da experiência angustiante da autodestrutividade é a atitude, biofísica e existencial, de suportar conviver com o fato de que, na vida, há “coisas das quais não se tem saída”, como os períodos de luto, por exemplo.
Engana-se quem pensa que atravessar o luto significa entreguismo e tibieza de caráter. Ao contrário, a pessoa aprende sobre os próprios limites sem considerar-se um fracasso por isso.
Existencialmente isso se manifesta pela serenidade e resiliência que, por sua vez, aumentam a criatividade e capacidade de superação.
Você pode iniciar seu processo de flexibilização das couraças musculares e caracterológicas, participando de Grupos de Movimento de vegetoterapia. Entre em contato e descubra como iniciar seu processo.

Vida mais leve que o ar

Nossas experiências se depositam em camadas umas sobre as outras e assim, acumuladas, formam traços de personalidade – por exemplo, nossa maneira de lidar com os problemas e de nos relacionar com os outros.

Influenciam, também, nossas características corporais – por exemplo, a tensão muscular constante, o tom da voz, o jeito de olhar etc.

Tudo isso, mais a herança genética, a família e a vida que vivemos, constroém nossas couraças caracteriais e, por fim, o autoconceito. 

O problema começa quando as couraças, cuja função inicial é de proteção biopsíquica, se cristalizam e enrijecem ao ponto de impedir o livre fluxo energético pelo organismo, nos tornando enrijecidos e, assim, (de)formando nossa identidade.

Couraças deviam funcionar como a carapaça das tartarugas, ou seja, fechar quando o biossistema está em perigo e abrir, quando o perigo passa, deixando as pessoas livres para gozar a vida.

Espartilho Emocional
Um dos resultados do enrijecimento das couraças é a resignação psicológica que leva as pessoas a perpetuarem condições de vida repletas de frustrações, renúncias e repressão. Infelizmente, a maioria de nós vive assim.

Outra consequência é que, a partir desse encouraçamento, as pessoas formam conceitos distorcidos sobre amor, sexo, amizade e autopercepção que influenciam negativamente sua autoestima.

Uma pessoa rigidamente encouraçada confunde poder e controle com amor e cuidado e tende aos relacionamentos tóxicos.

Entenda como toxidez relacional qualquer atitude, palavra, gesto, comportamento ou sentimento que precise anular, desvalorizar ou diminuir a si mesmo, ou aos outros, para sentir-se valorizado, amado, respeitado.

Mais leve que o ar
Por outro lado, com as couraças flexíveis, as pessoas não suportam controlar ou ser controladas pelos outros.

Sua interdependência afetiva se manifesta na alegria de ter companhia por amor e reciprocidade e não porque dependem do outro para sentirem-se importantes.

Através da Vegetoterapia e dos Grupos de Movimento é possível flexibilizar as couraças. A pessoa flexibilizada, se relaciona melhor consigo mesma e com o mundo à sua volta e recupera recursos energéticos, físicos, comunicacionais, perceptivos, profissionais e relacionais enfraquecidos por anos de resignação psicológica e bloqueio energético causados por couraças disfuncionais.

Cadastre-se e venha experimentar os benefícios do reencontro consigo mesmo/a.